CRÍTICA NARRATIVA | Vingadores: Guerra Infinita

CRÍTICA NARRATIVA | Vingadores: Guerra Infinita

Todos se preparavam para o feriado. A quinta passada marcou pela felicidade da sexta para alguns, enquanto para outros era o dia mais esperado do ano inteiro: A estréia de Vingadores: Guerra Infinita. O filme dos irmãos Russo era um marco para quem cresceu ao redor de heróis e vilões, ao lado das histórias da Editora Marvel. Pela primeira vez, heróis como Capitão América, Homem de Ferro, Homem Aranha e tantos outros iriam se juntar para enfrentar uma das maiores ameaças ao mundo humano, o vilão Thanos.

Para quem sentou nas cadeiras dos cinemas, o arrepio da abertura do filme foi substituído por escuridão. O vilão Thanos nos é apresentado já no primeiro momento. É incerto já que vemos a brutalidade do titano logo de início, mas por outro lado, não sabemos a dimensão do poder e das ambições dele. Os heróis também não estavam tão longe do nosso imaginário, assim como Bruce Banner cai em frente ao Doutor Estranho, também caímos na procura de outros que irão ajudar a salvar o mundo.

O longa nos leva para diversos mundos para entendermos como cada herói contribuirá na luta contra Thanos e que cada ação tem a sua consequência. O desafio foi conciliar todos aqueles personagens em uma grande história, o que foi feito pelos produtores com maestria. Cada personagem continuou com a sua característica do começo ao fim do filme, especialmente para mostrar para quem estava assistindo que dessa vez o enredo não era sobre os heróis, mas sobre Thanos.

Transitamos entre o presente e o passado para entendermos as ambições do vilão, estendemos nossa mão para que ele nos conte o motivo de tudo aquilo. Em resposta, somos surpreendidos com uma conexão estabelecida com aquele que os heróis buscam lutar. Percebemos a razão pela qual Thanos quer “recomeçar” o universo, mesmo que os nossos princípios sejam diferentes. Nessa troca nos emocionamos e a nossa mão se volta para os heróis.

Toda guerra tem perdas e precisamos saber lidar com elas. Quem deixou a sala do cinema depois das cenas pós-créditos ainda buscava se equilibrar entre o que havia visto e o que ainda quer ver. Havia tanto para absorver. Algumas decepções ficaram claras, muitos queriam ver mais do Capitão América, enquanto a Marvel optou por deixá-lo em um ritmo a parte da narrativa. O peso que nos filmes anteriores pairavam sobre Steve Rogers, fica agora com Tony Stark e as consequências que custou a luta da equipe – forjada pelas circunstâncias – é o que mais deixou o público em um loop de incertezas.

Mesmo assim, Vingadores: Guerra Infinita foi um marco. Para nós é um presente, celebramos os 10 anos da Marvel e os anos que seguimos seus heróis com um filme de um vilão que conquista e surpreende. Para a Marvel, a certeza de que houve uma evolução e que conquistou não apenas os fãs, mas o público em geral. Um fenômeno que foi perceptível pelas filas, pelas salas lotadas e pela espera dos novos acontecimentos que levarão à batalha final. É o começo de uma nova era e, assim como os heróis, precisamos estar preparados.

Nota Nerdisse:  (5 / 5)

Um Comentário

  1. Estou louca para assistir ao filme, é a primeira vez que leio uma crítica nesse estilo e gostei muito, parabéns!

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